Cientistas mais perto de descobrirem pílula anticoncepcional masculina
DATA
03/12/2013 10:48:14
AUTOR
Jornal Médico
Cientistas mais perto de descobrirem pílula anticoncepcional masculina

[caption id="attachment_5095" align="alignleft" width="300"]ratodelaboratorio Os testes demonstraram que apesar de os ratos terem relações sexuais normalmente e serem saudáveis, eles eram inférteis, disse o cientista Sabatino Ventura, da Universidade de Monash, em Melbourne. "Demonstrámos que a interrupção simultânea das duas proteínas que controlam o transporte do esperma durante a ejaculação causa infertilidade nos machos", disse Ventura.[/caption]

Uma pílula anticoncepcional masculina poderá estar mais perto de ser desenvolvida depois de cientistas australianos terem conseguido tornar ratos machos inférteis, de acordo com um estudo publicado hoje.

Cientistas da Universidade de Monash modificaram ratos geneticamente para bloquear duas proteínas encontradas nas células musculares lisas, essenciais para a circulação do esperma nos órgãos reprodutivos dos animais.

Os testes demonstraram que apesar de os ratos terem relações sexuais normalmente e serem saudáveis, eles eram inférteis, disse o cientista Sabatino Ventura, da Universidade de Monash, em Melbourne.

"Demonstrámos que a interrupção simultânea das duas proteínas que controlam o transporte do esperma durante a ejaculação causa infertilidade nos machos", disse Ventura.

"O esperma está efectivamente lá, mas o músculo não recebe a mensagem química para o mover", afirmou.

O investigador, que colaborou com cientistas da Universidade de Melbourne (Austrália) e Universidade de Leicester (Inglaterra) no estudo, quer agora replicar o processo genético quimicamente, e acredita que uma pílula masculina pode ser possível dentro de dez anos.

"O próximo passo é o desenvolvimento de um contraceptivo oral masculino, que seja efectivo, seguro e rapidamente reversível", indicou.

As descobertas, publicadas no jornal norte-americano Proceedings of the National Academy of Science, demonstram que a ausência de duas proteínas nos ratos causa infertilidade, sem afectar a viabilidade do esperma a longo prazo, comportamento sexual ou a saúde dos animais.

Tentativas anteriores para desenvolver um contraceptivo masculino focaram-se nas hormonas ou na produção de esperma disfuncional - métodos que podem interferir na actividade sexual masculina e a longo prazo causar potenciais efeitos irreversíveis na fertilidade.

JM/Lusa

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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