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Ao longo de 486 páginas, o livro – coordenado pela médica da MAC Ana Campos e pelo advogado Ricardo Sá Fernandes – conta a história da instituição, mas sobretudo dos passos dados por um grupo de profissionais e ex-profissionais que tenta evitar o fecho da maternidade[/caption]
O lançamento de um livro dedicado aos mais de 570 mil bebés nascidos na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), elaborado pelos autores de uma acção judicial que tenta travar o seu encerramento, assinala hoje o aniversário desta instituição.
Ao longo de 486 páginas, o livro – coordenado pela médica da MAC Ana Campos e pelo advogado Ricardo Sá Fernandes – conta a história da instituição, mas sobretudo dos passos dados por um grupo de profissionais e ex-profissionais que tenta evitar o fecho da maternidade.
Esta reacção deu-se depois do anúncio governamental do fim da MAC e da sua inclusão no Hospital Dona Estefânia, o que ainda não aconteceu.
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Para Correia de Campos, responsável pelo prefácio do livro, são “obscuras” as razões que estão na origem do fecho da MAC e “natural a resistência da comunidade” a este anúncio. “Se a MAC estivesse decadente, em perda de qualidade constante, prestando mau serviço à comunidade, nunca levantaríamos a nossa modesta voz para a defender”, escreve Correia de Campos[/caption]
Além de protestos de organismos, como a Ordem dos Médicos ou a Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente, o anúncio do fim da MAC motivou protestos na rua, como a realização de um cordão humano em volta da instituição, e de figuras públicas, como o ex-ministro da Saúde António Correia de Campos.
Para Correia de Campos, responsável pelo prefácio do livro, são “obscuras” as razões que estão na origem do fecho da MAC e “natural a resistência da comunidade” a este anúncio.
“Se a MAC estivesse decadente, em perda de qualidade constante, prestando mau serviço à comunidade, nunca levantaríamos a nossa modesta voz para a defender”, escreve Correia de Campos.
No livro, os autores tentam justificar a existência da MAC enquanto instituição, lembrando os sucessos alcançados nestas últimas oito décadas.
Um dos capítulos é dedicado à acção popular, que decidiu pela manutenção da MAC, o que foi contestado pelo Ministério da Saúde.
Uma carta inédita do fundador e primeiro director da MAC, Augusto Monjardino, faz parte da publicação, editada pela Bertrand, que é ainda ilustrada com várias fotografias da instituição e de varias gerações de profissionais.
JM/Lusa
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