Equipa da MAC realizou primeira cirurgia fetal em Portugal
DATA
12/12/2013 11:47:03
AUTOR
Jornal Médico
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Equipa da MAC realizou primeira cirurgia fetal em Portugal

[caption id="attachment_5088" align="alignleft" width="300"]mac O ginecologista e obstetra Álvaro Cohen, que realizou a intervenção, explicou à Lusa que esta foi necessária porque um dos gémeos desenvolveu-se sem coração. Por esta razão, o feto saudável estava a bombear sangue para os dois, correndo o risco de entrar em insuficiência cardíaca e morrer ou nascer com 25 semanas de gestação, com todos os riscos inerentes.[/caption]

Uma equipa da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) realizou quarta-feira a primeira cirurgia fetal em Portugal, ao laquear, no útero, os vasos sanguíneos que estavam a comprometer a vida de um feto com 25 semanas de gestação.

O ginecologista e obstetra Álvaro Cohen, que realizou a intervenção, explicou à Lusa que esta foi necessária porque um dos gémeos desenvolveu-se sem coração.

Por esta razão, o feto saudável estava a bombear sangue para os dois, correndo o risco de entrar em insuficiência cardíaca e morrer ou nascer com 25 semanas de gestação, com todos os riscos inerentes.

A equipa da MAC, que pertence ao Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), conseguiu, através de uma agulha com um fibrolazer, laquear os vasos sanguíneos que estavam a levar o sangue para o feto sem órgãos.

Com esta intervenção no útero, o feto sem coração ficou sem vascularização e agora vai ser reabsorvido pelo organismo.

Segundo Álvaro Cohen, esta é “uma cirurgia com riscos”, mas foi a única alternativa, pois a manter-se a situação o coração do feto saudável não iria aguentar e poderia entrar em insuficiência cardíaca, morrer, ou obrigar a um parto com 25 semanas.

O médico, especialista em Diagnóstico Pré Natal, disse que já hoje falou com a mãe – que foi para casa umas horas após a intervenção – e que esta se encontra bem.

A grávida só teve conhecimento de que um dos fetos não tinha órgãos às 23 semanas de gestação, pois até então julgava que este estava morto.

A intervenção foi realizada no Hospital da Força Aérea por este ter o equipamento necessário (fibrolazer).

JM/Lusa

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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