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O projecto do Bloco surge poucos dias antes dos colaboradores da Linha Saúde 24 fazerem uma marcha em Lisboa pelo "fim das coacções, reduções salariais, falsos recibos verdes e despedimentos" neste serviço.
A marcha decorrerá na segunda-feira e o protesto será feito "perante o silêncio por parte de vários dos responsáveis públicos interpelados" que os colaboradores acusam de tentar impor-se "à voz ruidosa dos trabalhadores que exigem dignidade, condições de trabalho legais e um serviço público de qualidade".[/caption]
O Bloco de Esquerda apresentou hoje um projecto de resolução para que o Governo regularize a situação contratual dos enfermeiros da Linha Saúde 24, definindo este caso como "inaudito".
"As pessoas sabem com o que contam do outro lado da linha, em situações de saúde, quando estão aflitas e precisam de orientação. É um serviço de qualidade, moderno", sublinhou a deputada bloquista Helena Pinto aos jornalistas, em declarações no parlamento.
O projecto do Bloco surge poucos dias antes dos colaboradores da Linha Saúde 24 fazerem uma marcha em Lisboa pelo "fim das coacções, reduções salariais, falsos recibos verdes e despedimentos" neste serviço.
A marcha decorrerá na segunda-feira e o protesto será feito "perante o silêncio por parte de vários dos responsáveis públicos interpelados" que os colaboradores acusam de tentar impor-se "à voz ruidosa dos trabalhadores que exigem dignidade, condições de trabalho legais e um serviço público de qualidade".
Para o BE, "não é concebível que estes trabalhadores sejam sujeitos a este tipo de exploração vergonhosa", pelo que o ministério da Saúde "tem que assumir as suas responsabilidades" e integrar regularmente os trabalhadores.
No passado sábado, cerca de metade dos funcionários deste serviço não trabalhou, em protesto contra a proposta da administração da empresa concessionária (LCS) de redução do valor pago por hora.
A comissão informal de trabalhadores acusa a Autoridade para Condições de Trabalho de continuar "sem realizar uma inspecção urgente nos 'call centers' da Linha Saúde 24, num contexto de inequívoca ilegalidade".
"Não compreendemos se a defesa do vínculo laboral legal e justo e a defesa do trabalho digno estão a ser preteridas quando confrontadas com as consequências para a empresa da denúncia das várias ilegalidades que abrangem 400 enfermeiros que suportam esta parte integrante do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", lê-se em comunicado do grupo de trabalhadores.
Segundo esta comissão informal, a LCS "insiste no despedimento de trabalhadores e mantém reuniões individuais diárias de persuasão, para que aceitem o corte proposto de cerca de 40-45 por cento na remuneração".
"Os trabalhadores da Saúde 24 não se resignam ao silêncio e mantêm-se intransigentes na defesa do direito ao trabalho digno e legal, mesmo perante situações dramáticas de dificuldades familiares que vão surgindo, fruto do contexto económico-social de crise permanente no país", adianta o documento.
A marcha dos trabalhadores vai realizar-se entre a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e o Ministério da Saúde.
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