Hospital de São João, Porto, com "via verde" para doentes com tumor na bexiga
DATA
13/01/2014 08:00:38
AUTOR
Jornal Médico
Hospital de São João, Porto, com "via verde" para doentes com tumor na bexiga

[caption id="attachment_5736" align="alignleft" width="300"]hospitaldesaojoao “O que pretendemos é fazer um diagnóstico rápido dos tumores da bexiga, isto é, perante um doente que tem sintomas que podem ser interpretados como os primeiros sinais da doença (sangue na urina) não o deixar à espera muito tempo até ao diagnóstico”, afirmou o director do Serviço de Urologia do Hospital de São João, Francisco Cruz[/caption]

O Hospital de São João, Porto, iniciou sexta-feira passada, uma espécie de “via verde” para os tumores da bexiga que garante que os doentes com sintomas tenham uma consulta e, em caso de necessidade, sejam operados no prazo de um mês.

“O que pretendemos é fazer um diagnóstico rápido dos tumores da bexiga, isto é, perante um doente que tem sintomas que podem ser interpretados como os primeiros sinais da doença (sangue na urina) não o deixar à espera muito tempo até ao diagnóstico”, afirmou o director do Serviço de Urologia do Hospital de São João, Francisco Cruz.

E o diagnóstico, segundo o especialista, “passa pela realização de um exame endoscópico (cistoscopia), que permite olhar para o interior da bexiga do doente”.

“Em vez de esperarmos o pedido através do médico de família, que demora sempre tempo, temos agora uma consulta aberta para que qualquer doente, com qualquer suspeita, que chegue ao hospital via médico de família ou via urgência seja imediatamente orientado”, sublinhou Francisco Cruz.

O responsável garantiu que “a cistoscopia será realizada no prazo de 15 dias e, se o doente tiver um tumor na bexiga, será imediatamente encaminhado para cirurgia. Será operado dentro de 15 dias, o que significa um mês de espera entre o primeiro sinal e o tratamento”.

“Até agora, o que fazíamos era esperar a consulta através do médico de família. O que pretendemos fazer é individualizar os tumores da bexiga e reconhecer que são uma área relativamente pobre dentro da urologia. Isto é, todos falamos do cancro da próstata, mas pouco se fala do tumor da bexiga. E, infelizmente, este tumor em termos de tratamento depende fundamentalmente de um diagnóstico precoce”, acrescentou.

De acordo com o urologista, se forem detectados a tempo, “a taxa de sobrevida a cinco ou dez anos é excelente, acima dos 80%”.

“Globalmente, os tumores da bexiga são aqueles que menos melhoraram ao longo dos anos e as melhorias em termos de números de sobrevida resultaram mais do facto de a qualidade da cirurgia ter melhorado do que propriamente da inovação dos métodos de tratamento”, explicou.

O tumor da bexiga é “o terceiro tumor mais frequente no homem. É um tumor que traz muitas consequências para o doente, nas fases terminais são situações extraordinariamente difíceis de viver, porque a quimioterapia é extremamente agressiva. É, portanto, um daqueles tumores em que a cirurgia muito precoce é absolutamente fundamental”, frisou.

Francisco Cruz referiu ainda que o serviço que dirige tem “uma lista de espera controlada, 98% dos doentes, globalmente falando, são operados dentro do tempo limite considerado ideal. Quando se trata de doentes oncológicos, 100% dos doentes são operados no tempo correto. O agendamento é feito em 12 dias, o que significa que o doente é operado em 15 dias”.

Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo

Terceiro espaço
Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
Terceiro espaço

Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?

Mais lidas

Sem artigos!
Sem artigos!