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O Atalaia Living Care, em Santa Cruz, cuja gestão é feita pelo Serviço de Saúde da Madeira, tem capacidade para 181 camas, distribuídas por 116 quartos, o que equivale a uma média de 35.40 euros por doente/dia, suportados pelo serviço regional de saúde[/caption]
O Conselho do Governo Regional da Madeira autorizou um contrato de arrendamento para a unidade de cuidados continuados Atalaia Living Care por um período de dois anos, renovável por mais um, pagando uma renda superior a 192 mil euros.
Para o efeito, o Governo Regional vai pagar uma renda mensal de 192.689,58 euros, equivalente a 4.624.549,92 euros em dois anos de contrato.
O Atalaia Living Care, em Santa Cruz, cuja gestão é feita pelo Serviço de Saúde da Madeira, tem capacidade para 181 camas, distribuídas por 116 quartos, o que equivale a uma média de 35.40 euros por doente/dia, suportados pelo serviço regional de saúde.
A resolução foi publicada no Jornal Oficial da Região, com data de 31 de Dezembro de 2013, e refere que devido ao "elevado número de utentes, especialmente idosos, em situação de alta hospitalar, mas que por razões diversas se mantêm internados no hospital", o serviço tem necessidade de "encontrar soluções alternativas que permitam libertar camas hospitalares que têm associado um custo económico manifestamente mais elevado".
Depois de uma "consulta ao mercado, apenas uma proposta reuniu os requisitos exigidos, concretamente, a da sociedade comercial Alerta Green Imobiliária, S.A., que se propõe arrendar um imóvel denominado Atalaia Living Care", pode ler-se no documento.
O Atalaia Living Care esteve envolvido numa polémica quando, em 2012, na sequência de uma providência cautelar interposta por um sócio e uma assembleia-geral da empresa Oceanos, instituição de solidariedade social que explorava aquela unidade. As contas e o subsídio mensal do Governo Regional, na ordem dos 300 mil euros, foram bloqueados judicialmente, impedindo a administração de manusear as verbas.
Esta situação provocou também o atraso no pagamento dos salários e a greve dos enfermeiros e outros trabalhadores, o que pôs em causa o normal funcionamento daquela unidade, pelo que os 120 utentes tiveram de ser transferidos para outras unidades na região.
Por esta razão, a 28 de Dezembro de 2012, o Conselho do Governo Regional decidiu resolver unilateralmente o acordo de cooperação que havia sido firmado em Fevereiro do mesmo ano entre o IASAÚDE – Instituto de Administração de Saúde e Assuntos Sociais e a Oceanos.
A unidade reabriu em Setembro de 2013 com gestão do Serviço de Saúde da Madeira.
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