Atrasos no diagnóstico diminuem sobrevivência por cancro do pulmão após cinco anos
DATA
28/01/2014 13:43:21
AUTOR
Jornal Médico
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Atrasos no diagnóstico diminuem sobrevivência por cancro do pulmão após cinco anos

[caption id="attachment_6252" align="alignleft" width="300"]cancropulmao De acordo com o relatório de 2013 do ONDR, elaborado pela Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), em 2012 morreram por tumores da traqueia, brônquios e pulmões 4.012 portugueses, o que significa uma mortalidade de 11 portugueses por dia[/caption]

O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) revelou que a sobrevivência por cancro do pulmão, cinco anos após o diagnóstico, é mais baixa em Portugal do que nos outros países europeus, o que atribui a “atrasos no diagnóstico”.

De acordo com o relatório de 2013 do ONDR, elaborado pela Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), em 2012 morreram por tumores da traqueia, brônquios e pulmões 4.012 portugueses, o que significa uma mortalidade de 11 portugueses por dia.

Os autores referem que “tem havido uma relativa estabilização do número de óbitos”.

O documento indica que a sobrevida por cancro do pulmão aos cinco anos - cinco anos após o diagnóstico - é a pior dos dez cancros mais frequentes, sendo menor em Portugal do que na média dos países europeus.

“Este facto indicia, provavelmente, atrasos no diagnóstico”, lê-se no documento, que será hoje apresentado, em Lisboa.

Em Portugal, estima-se uma incidência de 38 casos de cancro no pulmão por cada 100 mil habitantes: 29 por cem mil, no homem, e de nove por cem mil, na mulher.

O mesmo documento indica que, ainda em 2012, foram internados, por cancro do pulmão, 6.322 doentes, o que representa uma subida de 1,9 por cento em relação a 2012.

A maior taxa de internamentos por cancro do pulmão verificou-se na região Centro (74,16 por cem mil habitantes), seguida por Lisboa e Vale do Tejo (71,99 por 100 mil habitantes).

Em relação à mortalidade intra-hospitalar, esta apresentou-se “elevada”, embora tenha ido dos 36%, em 2003, aos 28,9%, em 2012, "indiciando algum progresso na terapêutica”.

 

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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