Infecções emergentes preocupam especialistas portugueses
DATA
30/01/2014 08:05:06
AUTOR
Jornal Médico
Infecções emergentes preocupam especialistas portugueses

[caption id="attachment_6330" align="alignleft" width="300"]virusgripea Relativamente às infecções emergentes e reemergentes, as que mais preocupam os infecciologistas portugueses actualmente são o vírus influenza A (H7N9), de momento circunscrito à Ásia, e o Mers-Coronavírus, que emergiu no Médio Oriente mas já existindo casos conhecidos na Europa[/caption]

Começam hoje as 9as Jornadas de Actualização em Doenças Infecciosas do Hospital de Curry Cabral, um evento organizado pelo Serviço de Doenças Infecciosas deste hospital que durante dois dias vai reunir cerca de 700 especialistas na Culturgest, em Lisboa, informa a organização em comunicado.

No encontro, estarão em destaque temas como as infecções emergentes e reemergentes, as doenças infecciosas invasivas, a infecção por VIH e os novos fármacos para a Hepatite C, em conferências e mesas redondas que contam com a participação de vários especialistas nacionais e internacionais de elevado prestígio científico.

Relativamente às infecções emergentes e reemergentes, as que mais preocupam os infecciologistas portugueses actualmente são o vírus influenza A (H7N9), de momento circunscrito à Ásia, e o Mers-Coronavírus, que emergiu no Médio Oriente mas já existindo casos conhecidos na Europa. Fernando Maltez, infecciologista e presidente destas jornadas, defende que “as infecções emergentes merecem a nossa máxima atenção porque são geralmente inesperadas, habitualmente associadas a grande transmissibilidade e podendo ter elevada mortalidade”. A mesa redonda dedicada a este tema contará com a participação de Peter Strebel e Charles Penn, ambos da Organização Mundial de Saúde e que abordarão ainda o sarampo.

Neste primeiro dia de Jornadas haverá ainda espaço para debater os novos tratamentos para a Hepatite C, uma doença que custa mais de 70 milhões de euros por ano ao estado português, de acordo com um estudo apresentado recentemente. Estima-se que existam no nosso país entre 100 a 150 mil portadores da doença, sendo que apenas 30% sabem que estão infectados e destes, apenas 30% a 40% são tratados.

De acordo com o mesmo estudo, curar a doença pouparia cerca de 60 milhões de euros por ano, dado que se evitariam os custos associados às complicações da doença, nomeadamente cirrose hepática descompensada, cancro do fígado (carcinoma hepatocelular) e por vezes necessidade de transplante hepático. A conferência dedicada a este tema contará com a presença da especialista internacional Kristine Lacombe.

Destaca-se ainda a presença de Eric Daar, da Harbor-UCLA Medical Center, na Califórnia, que irá fazer uma apresentação sobre a cura funcional da infecção por VIH.

Amanhã, os trabalhos serão iniciados com uma sessão solene, presidida por Paulo Macedo, Ministro da Saúde, na qual será apresentado o primeiro livro editado em Portugal sobre história das doenças infecciosas, coordenado por Fernando Maltez, infecciologista e António Ramalho de Almeida, pneumologista e que conta com a colaboração de prestigiados infecciologistas portugueses.

 

 

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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