Santa Maria e São José com urgências nocturnas permanentes de sete especialidades
DATA
03/07/2014 13:23:14
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Jornal Médico
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Santa Maria e São José com urgências nocturnas permanentes de sete especialidades

Urgência Santa Maria

As urgências nocturnas de sete especialidades em Lisboa, que desde Setembro eram feitas alternadamente nos hospitais de Santa Maria e São José, estão desde terça-feira disponíveis permanentemente nestas instituições, anunciou a Administração Regional de Saúde (ARS).

A nota da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, enviada à comunicação social às 23H57 de terça-feira, refere que as alterações, que entraram em vigor nesse mesmo dia, “traduzem-se na reorganização das regras de referenciação, do INEM e entre hospitais, para os doentes identificados nas especialidades de oftalmologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia plástica, cirurgia maxilo-facial e cirurgia vascular”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, fez um balanço positivo das alterações introduzidas, mas justifica as novas mudanças com a “diminuição” do número de doentes transferidos.

Esta diminuição deveu-se, segundo Luís Cunha Ribeiro, aos “critérios clínicos” entretanto criados e que terão levado alguns doentes a permanecerem nos hospitais da sua referência, evitando assim a sua transferência.

A 13 de Setembro do ano passado, onze dias após ter arrancado a segunda fase da reorganização da Urgência Metropolitana de Lisboa (UML), com as especialidades de psiquiatria e oftalmologia, o Ministério da Saúde tinha avançado com dados opostos.

Segundo o Ministério da Saúde, registou-se um acréscimo diário de atendimentos, quer na especialidade de oftalmologia, quer na de psiquiatria.

"A concentração de urgências representou assim um acréscimo de sete doentes/dia para os serviços" daquelas duas unidades (Centro Hospitalar de Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Lisboa Central), acrescentava a nota do Ministério da Saúde.

Apesar da mudança que entrou terça-feira em vigor, a ARS refere que o modelo aplicado em Setembro do ano passado, foi “um bom modelo organizacional, com inegáveis ganhos para o cidadão”.

“Cumpre introduzir melhorias neste modelo, tornando-o ainda mais acessível, equitativo e capaz de responder às necessidades dos cidadãos, à evolução esperada de factores intervenientes no sistema e prepará-lo para novos desafios, nomeadamente uma resposta coordenada e integrada ao doente traumatizado grave”, lê-se na nota da ARS.

A reestruturação da oferta de serviços de urgência na região pressupõe a implementação de dois polos fixos permanentes de UML (especialidades de oftalmologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia plástica, cirurgia maxilo-facial e cirurgia vascular), no CHLN e no CHLC, que são, simultaneamente, os dois centros de trauma da região de Lisboa e Vale do Tejo.

“Desta forma aumenta-se o acesso a serviços de urgência diferenciados, a equidade no tratamento dos doentes e dá-se um passo significativo na melhoria da abordagem dos doentes traumatizados graves, com a constituição formal de dois centros de trauma”, prossegue o comunicado.

A ARS refere que “as escalas desses dois pólos são elaboradas e asseguradas pelos elementos desses centros hospitalares”.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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