Hospital de Santa Cruz: denúncia de mortes devidas a restrições orçamentais não tem fundamento
DATA
28/08/2014 09:52:34
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Jornal Médico
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Hospital de Santa Cruz: denúncia de mortes devidas a restrições orçamentais não tem fundamento

 

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Não tem fundamento a denúncia da Ordem dos Médicos de que dois doentes do Hospital de Santa Cruz (HSC) teriam morrido por falta de um dispositivo para o coração, devido a restrições orçamentais. A conclusão é da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde e consta do relatório da inspecção aberta na sequência da morte de dois doentes em lista de espera para colocação de dispositivo cardíaco, divulgado pelo HSC, unidade integrada no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO).

“Nas conclusões finais, o relatório aponta não ter fundamento a denúncia da Ordem dos Médicos quando vem afirmar que a morte dos dois doentes em lista de espera se ficou a dever à não aquisição dos dispositivos médicos, por restrições orçamentais”, afirma o hospital em comunicado.

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) concluiu ainda que “carece de fundamento a denúncia de que, igualmente por restrições orçamentais, não houve reparações e manutenção do equipamento da Unidade de Intervenção Cardiovascular”, acrescenta.

O conselho de administração do CHLO lamenta que a Ordem dos Médicos não tenha previamente confirmado os factos que denunciou, uma vez que “vieram criar insegurança nos doentes em lista de espera”, além de atentarem contra o bom nome do hospital.

A 15 de Julho, a Ordem dos Médicos revelou em conferência de imprensa que os dois doentes teriam morrido enquanto se encontravam em lista de espera no Hospital de Santa Cruz para receber dispositivos médicos para tratar por via percutânea uma estenose aórtica de alto risco.

Ainda segundo a Ordem, os médicos do Hospital de Santa Cruz que efectuaram a denúncia à Ordem garantiram que a Unidade de Intervenção Cardiovascular “ficou sem capacidade de resposta desde o dia 04 de Julho por falta de manutenção e material”.

Na sequência destas denúncias, o Ministério da Saúde ordenou, no próprio dia, a abertura de um processo de averiguações pela IGAS, cujo relatório ficou agora concluído.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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