Médicos Sem Fronteiras pedem vacinas mais baratas para crianças refugiadas
DATA
14/07/2016 16:55:53
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Jornal Médico
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Médicos Sem Fronteiras pedem vacinas mais baratas para crianças refugiadas

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A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) criticou hoje o “preço exorbitante” que os governos e as organizações não-governamentais têm de pagar às farmacêuticas para poderem vacinar as crianças mais vulneráveis, como é o caso dos refugiados que chegaram à Europa.

Em comunicado, a MSF afirmou que negoceia há seis anos, sem êxito, com as farmacêuticas Pfizer e GlaxoSmithKline (GSK) uma redução no preço da vacina contra a pneumonia, a doença com a maior taxa de mortalidade nos menores de cinco anos.

“Os governos e as organizações humanitárias necessitam das ferramentas para proteger as crianças que vivem uma das maiores crises do nosso tempo. Pfizer e GSK têm de baixar o preço da vacina contra a pneumonia”, exortou o diretor de operações médicas da MSF na Grécia, Apostolos Veizis.

Para imunizar um menor contra a pneumonia são necessárias três doses de vacina, custando cada uma cerca de 60 euros que são cobrados à MSF pelas farmácias locais, uma quantia vinte vezes maior que o preço mínimo a que pode ser adquirida noutros locais do globo, em que é comprada a menos de três euros. A vacina só pode ser adquirida pela quantia mínima nos países mais pobres e através da Gavi, uma aliança internacional público-privada que disponibiliza vacinas com o objetivo de salvar a vida a crianças, garantindo a imunização.

A organização Médicos Sem Fronteiras reuniu mais de 416 mil assinaturas em 170 países, pedindo às companhias farmacêuticas a redução do preço das três doses por criança para os 4,5 euros, em caso de crise humanitária e nos países em desenvolvimento.

“Com o colapso dos sistemas de saúde na Síria, Iraque e Afeganistão, a maioria das crianças não foi imunizada. Estes menores vivem em condições terríveis e não deveriam pagar com a sua saúde o preço de fugirem para sobreviver. Temos de os proteger a qualquer preço contra a pneumonia e outras doenças mortais”, disse Veizis.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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