A Ordem dos Médicos (OM) desafiou hoje os partidos políticos a exigirem que o Orçamento do Estado (OE) destine para as despesas públicas em saúde uma verba correspondente a 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB), superior aos 5,8% em 2016.
Em comunicado, a OM desafiou os partidos representados na Assembleia da República a exigirem que o Orçamento Geral do Estado para 2017 destine para as despesas públicas em Saúde uma verba correspondente a 6,5% do PIB, um valor sobreponível à média dos países da OCDE.
“Em 2015 este valor tenha sido apenas de 5,8% do PIB, mantendo-se semelhante em 2016, o que é tremendamente insuficiente”, prossegue o organismo, liderado por José Manuel Silva. Os médicos referem que “o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem vindo a ser progressivamente destruído devido à contínua redução do seu financiamento, o que implica uma inevitável perda de qualidade e capacidade de resposta e um consequente aumento das despesas privadas em saúde, agravando o já elevado esforço das famílias com este sector”.
“Enquanto na média dos países da OCDE, as despesas privadas em Saúde representam 27,1% do total das despesas em Saúde, em Portugal esse valor já vai em 34%, traduzindo um esforço acrescido para os empobrecidos portugueses”, lê-se no comunicado.
No entender da OM, “sem um financiamento correspondente à média dos países da OCDE, em percentagem do PIB, não é possível prestar cuidados de saúde de qualidade aos portugueses. Mesmo assim, em valores absolutos e porque o PIB português é muito baixo, a despesa per capita em saúde continuará muito inferior à média da OCDE, pelo que o SNS continuará a ser um sistema de saúde extremamente barato”.
No comunicado, este órgão avisa que, “se algum partido aprovar um Orçamento Geral do Estado para 2017 que contemple uma verba para o SNS inferior àquele valor, estará a contribuir para a fragilização do SNS e para agravar as condições de assistência em saúde à população e incumprirá a Constituição”.
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