Nos primeiros seis meses do ano, mais de quatro centenas de profissionais de saúde foram para a reforma, com os assistentes operacionais a serem os que mais optaram por este caminho, seguidos dos médicos, de acordo com dados oficiais.
Os dados dos recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram divulgados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e revelam que no primeiro semestre de 2016 aposentaram-se 413 profissionais.
Destes, os assistentes operacionais foram o grupo que mais recorreu à reforma (181), seguindo-se os médicos (125), os assistentes técnicos (43), os enfermeiros (31), os técnicos de diagnóstico e terapêutica (14) e os técnicos superiores de saúde (um). Outros 18 profissionais, de grupo não identificado, também optaram por se aposentar.
Em relação aos médicos, o maior número de aposentações registou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (72), seguida do Norte (25), Centro (19), Alentejo (sete) e Algarve (dois).
Também o maior número de enfermeiros aposentados registou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (12). Seguiu-se o Centro (10), o Norte (cinco), o Algarve (três) e o Alentejo (um). A região de Lisboa e Vale do Tejo (12) foi a que registou igualmente o maior número de aposentações dos restantes grupos profissionais: 95.
De acordo com a ACSS, no primeiro semestre deste ano existiam 118.741 profissionais de saúde em Portugal Continental. A estes acrescem 3.528 nos serviços centrais.
A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que tinha mais profissionais de saúde (42.140), seguida do Norte (40.740), o Centro (23.894), o Alentejo (6.262) e o Algarve (5.705).
Existiam, no mesmo período, 26.504 médicos e 39.217 enfermeiros.
As mulheres estão em maioria em várias áreas da saúde, representando 62% dos médicos, 83% dos enfermeiros, 86% dos técnicos superiores de saúde e 79% dos técnicos de diagnóstico e terapêutica.
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