O MedUBI - Núcleo de Estudantes da Medicina da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, realiza entre hoje e domingo o projeto “Rastreios à Beira Interior”, que pretende promover os cuidados de saúde em locais mais remotos da região.
Ao longo dos três dias, esta iniciativa vai centrar-se na freguesia de Verdelhos, a cerca de 20 quilómetros da Covilhã, e contará com a participação de 30 futuros médicos que realizarão exames de saúde e respetivo aconselhamento à população.
“O nosso objetivo é perceber como está a saúde da população de Verdelhos e, naturalmente, ajudar as pessoas que precisem. Queremos também deixar alguns conselhos no sentido do que são os hábitos de vida saudável para ajudar a prevenir patologias mais típicas, como a diabetes ou o enfarte agudo do miocárdio”, referiu, em declarações à agência Lusa, a vice-presidente do MedUBI, Catarina Gonçalves.
De acordo com a responsável, os rastreios serão realizados no centro da aldeia, destinam-se às diferentes faixas etárias e a expectativa é de que a adesão se situe acima das cem pessoas.
“Esperamos que seja possível abarcar a grande maioria da população”, referiu, sublinhando que a iniciativa é realizada em parceria com a Junta de Freguesia de Verdelhos.
Esta responsável explicou ainda que os estudantes participaram previamente numa formação orientada por médicos com o objetivo de aprofundarem os conhecimentos necessários. Do rastreio constarão medições de glicemia, de colesterol, da pressão arterial, da massa corporal ou do índice cintura/anca, estando igualmente prevista a revisão dos medicamentos que as pessoas possam tomar. Além disso, estão ainda previstas ações destinadas a crianças e idosos e que serão realizadas na escola e no lar de idosos.
“Na escola vamos promover ações de educação para a saúde, que estimulem a prática do exercício físico, da higiene oral e de hábitos alimentares saudáveis. E também vamos fazer o Hospital do Faz de Conta para que as crianças percam o medo das batas brancas. Já no lar de idosos vamos ter atividades como dança, jogos temáticos e rastreios geriátricos”, apontou.
Além disso, será ainda implantado o programa “Idoso Amigo”, através do qual os estudantes “apadrinham” um dos idosos do lar que deverão acompanhar ao longo de todo o ano.
“É um trabalho em nome do futuro de todos nós, porque acreditamos que com estas iniciativas também estamos a ajudar a formar melhores médicos, [médicos] mais próximos da realidade e das pessoas e, consequentemente, mais humanos”, apontou Catarina Gonçalves.
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