Homens com disfunção eréctil podem melhorar as capacidades sexuais se tomarem medicamentos para baixar o colesterol, segundo um estudo divulgado este fim-de-semana.
No estudo, apresentado numa conferência da Sociedade Americana de Cardiologia, os especialistas fizeram uma análise de dados de 11 trabalhos sobre a disfunção eréctil e as estatinas (inibidores do colesterol), no âmbito dos quais homens responderam a um questionário sobre a capacidade sexual, numa escala de cinco pontos.
Entre os homens que tinham colesterol alto e disfunção eréctil, os que tomavam estatinas, tiveram um aumento significativo na função eréctil, de 24,3 por cento de acordo com as auto-avaliações. “O aumento das taxas de função eréctil através das estatinas variou entre um terço e metade do que tem sido relatado com medicamentos como Viagra, Cialis ou Levitra”, disse John Kostis, director do Instituto Cardiovascular e reitor adjunto de pesquisa cardiovascular na escola médica Robert Wood Johnson.
O responsável adiantou que o efeito relatado foi maior do que o efeito de uma mudança de estilo de vida.
Os medicamentos podem ajudar na disfunção eréctil ao dilatar os vasos sanguíneos e aumentar o fluxo de sangue ao pénis. Embora as estatinas não sejam recomendadas como tratamento primário da disfunção eréctil, em pacientes com colesterol elevado o benefício adicional pode encorajar mais homens com colesterol a tomar os medicamentos.
No entanto, lembrou o especialista, as estatinas podem ser “uma faca de dois gumes”, já que outras pesquisas feitas e divulgadas mostraram que podem reduzir a testosterona, diminuindo o desejo e a energia sexual.
Ainda assim, acrescentou, os benefícios das estatinas prevalecem sobre os malefícios em 10 de 11 estudos feitos.
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