Câmara de Loures exige que gestão do Hospital Beatriz Ângelo passe para o Estado
DATA
24/09/2014 14:00:36
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Jornal Médico
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Câmara de Loures exige que gestão do Hospital Beatriz Ângelo passe para o Estado

hospetalbeatrizangelo
A Câmara de Loures aprovou hoje uma moção a exigir a entrega da gestão do Hospital Beatriz Ângelo ao Estado, alegando a “instabilidade” vivida na Espírito Santo Saúde (ESS), actual detentora da unidade hospitalar.

A moção foi aprovada esta manhã em reunião do executivo municipal com os votos favoráveis da CDU e do PS e com a abstenção do PSD.

Em causa estão as recentes Ofertas Públicas de Aquisição (OPA) lançadas à ESS, que gere em regime de parceria público privada o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

A ESS é actualmente detida maioritariamente pela Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES) que, a pedido da própria, se encontra sob gestão controlada pelo Tribunal do Comércio do Luxemburgo desde o dia 29 de Julho de 2014.

Face a este cenário, o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares (CDU), defendeu, em declarações à agência Lusa, que o Governo deverá assumir imediatamente a gestão do Hospital Beatriz Ângelo.

“Estamos muito preocupados com as consequências que toda esta tumultuosa movimentação e crise podem ter na prestação de cuidados de saúde às populações e entendemos que é altura de exigir ao Governo que retome a gestão pública do hospital”, argumentou.

Entretanto, a Câmara de Loures já solicitou uma reunião ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, para expor a sua posição.

O Hospital de Loures abriu em Janeiro de 2012 para servir 272 mil habitantes dos concelhos de Loures, Odivelas, Mafra e Sobral de Monte Agraço.

A ESS teve até ao momento três ofertas públicas de aquisição, a última delas apresentada na terça-feira pela Fidelidade.

A terceira oferta sobre a ESS surge depois de o grupo mexicano ter subido na sexta-feira a contrapartida da OPA sobre a empresa liderada por Isabel Vaz para 4,50 euros, após a José de Mello Saúde ter apresentado uma oferta concorrente a 11 de Setembro (oferecendo 4,40 euros).

Tal como o grupo Ángeles e a José de Mello Saúde, a Fidelidade impõe como condição para concretizar a operação a obtenção de um mínimo de 50,01% do capital da empresa.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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