
O presidente da Câmara de Fafe, Raúl Cunha, declarou-se hoje preocupado com o futuro do hospital da cidade, a propósito da transferência da gestão para a Misericórdia local pretendida pelo Governo.
"Estamos preocupados com o risco de os cuidados prestados aos doentes poderem perder qualidade", observou, em declarações à agência Lusa.
Nas últimas semanas, criticou, tem havido relatos de profissionais do hospital de Fafe e de doentes que dão conta da degradação dos serviços naquela unidade e da transferência para Guimarães de equipamento e recursos humanos.
Houve até períodos em que a urgência básica esteve encerrada, acrescentou.
Raúl Cunha, que é médico e dirigiu recentemente o Centro de Saúde de Fafe, lamenta a situação actual do hospital, porque os doentes da região "estão a ser prejudicados" por um processo de transferência da gestão.
O autarca queixa-se da falta de informação da tutela da saúde e da indefinição que rodeia o processo de mudança de gestão do hospital.
O secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, disse recentemente, em Guimarães, que o processo de transferência do Hospital de Fafe, do Estado para a Santa Casa da Misericórdia, deverá estar concluído em Outubro.
No dia 4 de Junho, numa reunião realizada no Porto, aquele membro do Governo comunicou à autarquia que o hospital vai manter-se no Serviço Nacional da Saúde (SNS), apesar de a gestão passar para a Misericórdia local.
A manutenção do hospital no SNS, através de um contrato-programa a celebrar entre o Estado e a Santa Casa da Misericórdia, tem sido a principal exigência do presidente da câmara.
Contudo, Raúl Cunha exigiu hoje que o Governo esclareça, de forma clara, os termos em que a transferência vai ser realizada e que, sublinhou, estarão a ser negociados com a União das Misericórdias.
O autarca avançou que já foi solicitada nova reunião com o secretário de Estado, recordando que o primeiro prazo para a conclusão do processo que tinha sido comunicado pela tutela era o mês de Julho.
O presidente do município reafirmou que se vai opor a quaisquer eventuais perdas de serviços prestados pelo hospital da cidade, actualmente integrado no Centro Hospitalar do Alto Ave, com sede em Guimarães.
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