O PS e o PCP criticam o “desmantelamento” do Hospital Visconde de Salreu, em Estarreja, concluindo que “vai ser transformado apenas numa Unidade de Cuidados Paliativos”, o que tem sido negado pela administração hospitalar.
“O fim anunciado do Hospital de Estarreja e a sua reconversão quase exclusiva numa unidade de cuidados paliativos que servirá toda a região do Baixo-Vouga, por muito respeitável e necessário que seja o serviço, é um insulto à população de Estarreja”, consideram Fernando Mendonça, Madalena Balça e Catarina Rodrigues, vereadores do PS na Câmara de Estarreja, numa posição hoje tornada pública.
Para os representantes do PS, o investimento de 900 mil euros na criação de uma unidade de cuidados paliativos, anunciado pelo Governo para aquele hospital, “é um acto demagógico e serve apenas para atirar ‘areia aos olhos’ da população”.
Segundo o PS, visa trocar um conjunto de serviços hospitalares “verdadeiramente importantes para a população, como a cirurgia de ambulatório e o desmantelamento do bloco operatório, por uma unidade que servirá apenas um sector muito específico de doentes, na sua grande parte de fora do município, perante a passividade da Câmara PSD/CDS”.
Para os vereadores socialistas, “o serviço de cuidados paliativos poderia vir sim, mas enquadrado num hospital que albergasse todos os outros serviços que estavam previstos para o novo hospital projectado para junto do actual Centro de Saúde e do Quartel dos Bombeiros, na Teixugueira, que foi anunciado pelo anterior governo do PS”.
O PCP insurgiu-se igualmente, em comunicado, contra a redução das valências do Hospital: “o desmantelamento do Hospital Visconde de Salreu irá levar nos próximos meses ao seu encerramento tal como o conhecemos, passando a ser uma única unidade de cuidados continuados, que em nada dá resposta às necessidades e anseios das populações de Estarreja, bem como dos concelhos vizinhos”.
O PCP classifica de “embuste” a garantia da manutenção de valências dada aquando da visita do secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, aquele hospital, em 29 de Julho, em que foi anunciada a realização de obras, num investimento de 900 mil euros.
Segundo aquele partido, a cirurgia de ambulatório não reabriu a 15 de Setembro como estava prometido, as pequenas cirurgias que se efectuavam três dias por semana passaram a uma, as consultas de anestesia foram desmarcadas e passaram para Águeda, para cujo hospital foi transferido um dos médicos, diminuindo “drasticamente” as consultas de cirurgia.
A transferência de enfermeiros e funcionários administrativos para o Hospital de Aveiro é outra das medidas de “desmantelamento” denunciadas pelo PCP.
A Administração Regional de Saúde do Centro e a própria administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, que gere os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja, têm negado a intenção de encerrar o Hospital Visconde de Salreu, afirmando que as medidas de reorganização tomadas visam rentabilizar meios e prestar melhor serviço às populações.
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