Qualidade do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa não baixou mesmo com os cortes
DATA
23/10/2014 13:00:21
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Jornal Médico
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Qualidade do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa não baixou mesmo com os cortes

Nova Ala Hospital de Amarante 2

O director clínico do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) disse ontem que está a ser garantida a qualidade dos cuidados, apesar do corte de mais de 6%, em dois anos, no orçamento imposto pela tutela.

"Tem havido muito cuidado e não tenho impedido nada do que seja necessário para o hospital, em termos de dispositivos, exames ou medicamentos necessários", afirmou Barros da Silva, em entrevista à agência Lusa.

Em cada um dos dois últimos anos, explicou, o corte no orçamento foi superior a 3%, mas tem havido "uma capacidade muito grande de envolvimento de todos os profissionais na procura e redução do desperdício".

Elogiando "o cuidado extremo de todos os profissionais", Barros da Silva vincou que aquele trabalho tem permitido ao centro hospitalar "manter as contas ao nível dos melhores do país", destacando-se o pagamento a fornecedores abaixo dos 60 dias.

Apesar dos cortes, o director insistiu não haver "qualquer tipo de constrangimento" e não ter ocorrido "nenhuma situação de falta de tratamento por insuficiência económica".

Contudo, admitiu o responsável, as limitações financeiras têm-se traduzido na menor renovação dos equipamentos, uma matéria que disse preocupá-lo, porque grande parte do material, sobretudo da unidade de Penafiel, tem mais de 10 anos.

"Gostaria de investir em algumas áreas, nomeadamente em equipamentos que vão ficando obsoletos", reforçou.

O CHTS, formado pelas unidades de Penafiel e Amarante, é o segundo maior do norte do país, servindo um universo superior a 550.000 pessoas, do território do Tâmega e Sousa.

Barros da Silva sublinha que aquele centro hospitalar apresenta em várias áreas alguns dos melhores indicadores nacionais, destacando-se o segundo lugar entre os hospitais do norte do país no tempo de permanência dos doentes na urgência, menor ou igual a quatro horas.

"Estes números significam que há qualidade na prestação, aferida por uma monitorização permanente do director da urgência", frisou.

Em média, no conjunto das urgências de Penafiel e de Amarante, são atendidas 16.900 pessoas mensalmente, o que corresponde a mais de 600 por dia.

Também são realizadas no CHTS mais de 1.100 consultas externas, por dia útil. Em 2013, foram feitos mais de dois milhões de exames ou análises. O CHTS realizou naquele ano 20.800 cirurgias.

Outro indicador que, segundo o director clínico, confirma os avanços alcançados por aquele centro hospitalar é a entrada em funcionamento de novas especialidades médicas que não existiam, como oncologia, em fase de concurso, e nefrologia, já em funcionamento.

Segundo Barros da Silva, foram também reforçadas as quatro especialidades mais carenciadas (pneumologia, otorrinolaringologia, urologia e cardiologia) com a contratação de mais médicos, em curso ou já realizada.

"É um trabalho que se vai acentuar nos próximos anos, porque é estratégico para o desenvolvimento do centro hospitalar", previu.

Em termos de cirurgias, há duas especialidades com listas de espera mais prolongadas, que são urologia e otorrinolaringologia, situação que o CHTS espera poder evoluir positivamente com a contratação de mais especialistas.

Já em curso está o processo de certificação da qualidade de todos os serviços do CHTS, acompanhada pela Direcção-geral de Saúde. "Queremos certificar a qualidade e provar que fazemos com qualidade", realçou. A pensar na qualidade, a formação contínua, acrescentou, é outra prioridade da actual administração, para permitir a todos os profissionais, adquirem competências a todos os níveis".

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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