PS denuncia encerramento de Unidade de Convalescença de Macedo de Cavaleiros
DATA
24/11/2014 12:00:00
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Jornal Médico
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PS denuncia encerramento de Unidade de Convalescença de Macedo de Cavaleiros

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O PS denunciou que o Governo se prepara para encerrar, no final do ano, a Unidade de Convalescença de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, a única que serve toda a região de Trás-os-Montes.

Numa conferência conjunta da federação distrital de Bragança e da concelhia de Macedo de Cavaleiros, os socialistas afirmaram que “este encerramento está marcado para o último dia deste ano”, 31 de Dezembro, e garantiram que “foi já dada aos serviços indicação expressa de suspenderem a admissão de doentes a partir do dia 24 de Novembro”.

“O nosso receio é que isto faça parte de uma estratégia que leve ao encerramento do hospital de Macedo de Cavaleiros”, declarou Pedro Mascarenhas, presidente da comissão política concelhia local do PS.

O presidente da federação distrital e deputado por Bragança, Mota Andrade, lembrou que foi o Governo socialista, que investiu, em 2009, quase dois milhões de euros na instalação desta unidade destinada a acolher doentes com alta hospitalar, mas ainda a necessitarem de cuidados no pós-operatório.

Este equipamento integrado na Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) pertence ao Serviço Nacional de Saúde e passou a integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados.

Os socialistas sublinharam que a unidade tem 18 camas e “é a única que existe nos distritos de Bragança e Vila Real com uma ocupação de 100 por cento e lista de espera”.

Os dirigentes locais do PS referiram ainda que o rácio aconselhado pela Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados é de 24 camas por cada 100 mil habitantes, o que significa que só para o distrito de Bragança seriam necessárias 32 camas.

“Logicamente se concluiu que este serviço devia ser aumentado e não desactivado”, apontam.

O presidente da concelhia socialista referiu ainda que o encerramento “prejudica cerca de 20 profissionais de saúde e suas famílias” e “os utentes que se verão obrigados a recorrer a unidades em outras regiões”, sendo que a mais próxima fica em Viseu.

O PS lembrou ainda que há um ano houve por parte do Governo a tentativa de encerrar o Serviço de Urgência Básica e que mais recentemente a administração da ULSNE acabou por recuar depois de ter decidido acabar com o apoio da Medicina Interna à mesma urgência.

O presidente da federação distrital considerou esta medida “uma maldade” para a população envelhecida e isolada do Nordeste Transmontano e criticou o Governo PSD/CDS-PP por ser rara a semana em que não confronta esta região com a saída ou desqualificação de um serviço público.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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