14 de Fevereiro – Dia Europeu da Disfunção Eréctil
DATA
13/02/2015 12:00:23
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Jornal Médico
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14 de Fevereiro – Dia Europeu da Disfunção Eréctil

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Estima-se que cerca de 500 mil homens portugueses sofram daquela que é a segunda disfunção sexual masculina mais prevalente: a disfunção eréctil (DE). O véu de tabu que ainda envolve esta patologia é uma das causas para a elevada taxa de subdiagnóstico ou diagnóstico tardio, que continuam a ser os principais entraves a um tratamento médico atempado e adequado.

Como tal, desmistificar e dar a conhecer as soluções existentes para este problema são os grandes objectivos de mais uma campanha da Sociedade Portuguesa de Andrologia, a decorrer já amanhã, 14 de Fevereiro, data em que se assinala o Dia Europeu da Disfunção Eréctil. Desde logo, em termos de prevenção, importa alertar para a necessidade de adopção de estilos de vida saudáveis, “como uma dieta mediterrânica e equilibrada e uma prática regular de actividade física”, adiantou ao nosso jornal o presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia, Pepe Cardoso.

Para o urologista do Hospital Fernando Fonseca, face a uma queixa de DE, o médico de família pode e deve fazer esta primeira abordagem preventiva e proceder à avaliação do risco cardiovascular do indivíduo. O especialista em Medicina Geral e Familiar pode ainda actuar ao nível terapêutico, nos doentes que tenham essa indicação, com a prescrição daqueles que são os fármacos de primeira linha nesta patologia: os inibidores da PDE5.

Nos restantes casos, os doentes, segundo Pepe Cardoso, devem ser orientados para a Urologia, onde poderão encontrar soluções terapêuticas de segunda e terceira linha – como a psicoterapia, prostaglandina, reposição hormonal, bombas de vácuo, próteses penianas (hidráulicas ou maleáveis) ou cirurgia de revascularização peniana – "devendo o tratamento da DE ser sempre o mais personalizado possível, quer para o tipo de DE e suas causas subjacentes, quer para o perfil do doente que o médico tem à sua frente", sublinha o especialista do Amadora-Sintra.

Bastante engajados no campo da investigação, os poucos especialistas em Andrologia portugueses esperam poder, a breve trecho, contribuir para a “descoberta de mais armas a juntar ao actual arsenal terapêutico da DE”, adianta Pepe Cardoso, explicando que "o objectivo é ir além da oferta de uma solução… O nosso objectivo é a cura".

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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