O autarca de Viana do Castelo anunciou hoje ter solicitado uma reunião "urgente" à administração do hospital distrital para "avaliar" a possibilidade de encerramento de alguns serviços daquela unidade que serve todo o Alto Minho.
"Chegaram-me aos ouvidos informações de que haverá algumas dificuldades com algumas especialidades médicas e nomeadamente com a maternidade", afirmou José Maria Costa,
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara adiantou "estar muito preocupado" por "ainda não ter sido revogada uma portaria que prevê o encerramento de algumas especialistas", entre elas a maternidade.
Em causa está a portaria 82/2014 de 10 de Abril que estabelece os critérios que categorizam serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde e, sobretudo, os efeitos que poderá representar para o funcionamento do hospital de Santa Luzia, na cidade de Viana do Castelo.
"A portaria não foi revogada e a informação que eu tenho é que há dificuldades neste momento. Eu quero saber de viva voz pela administração do hospital como é que está a situação das especialidades médicas neste hospital, que serve uma população de cerca de 300 mil pessoas", sustentou.
A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) inclui o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, o Hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima e 13 centros de saúde espalhados pelo Alto Minho.
José Maria Costa adiantou que na reunião com a administração da ULSAM quer ainda ser esclarecido sobre "os problemas detectados nas unidades de saúde de Vila Nova de Anha, Chafé e Afife.
Explicou que aquelas extensões de saúde servem sobretudo população idosa, "com graves problemas", relacionados com o surto de gripe, considerando que aquelas estruturas "são fundamentais para que o processo de acompanhamento seja bem equacionado".
O hospital serve cerca de 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.
Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo
Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?