
O secretário-geral do PS, António Costa, considerou ontem , em Coimbra, que os quatro anos da política de saúde do Governo têm sido dramáticos, com base no relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).
"Como temos defendido e propomos no programa de Governo, é urgente melhorar a acessibilidade dos cidadãos aos cuidados de saúde e gradualmente ir diminuindo o valor das taxas moderadoras, de forma a termos um mais justo equilíbrio entre a contribuição dos cidadãos e do Estado", disse o líder socialista.
António Costa, que falava aos jornalistas à entrada para uma reunião com autarcas socialistas, defendeu a expansão das unidades de saúde familiar e prometeu criar 100 novas unidades nos próximos quatro anos.
"Este é um investimento que permite poupar, e a poupança não se faz com cortes cegos mas com os investimentos adequados", salientou o dirigente do PS, que defendeu também uma aposta nas unidades de cuidados primários.
O Relatório de Primavera 2015, elaborado pelo OPSS, analisou a saúde dos portugueses após a intervenção da troika e concluiu que os médicos estão mal distribuídos, que faltam enfermeiros e que o valor das taxas moderadoras afasta os utentes.
Segundo António Costa, os resultados do relatório do OPSS são fruto "da acção e da inacção política deste Governo, pelo que é preciso inverter esta tendência, dando prioridade à promoção da saúde e à defesa do Serviço Nacional de Saúde".
Em Coimbra, o secretário-geral do PS reuniu-se com os autarcas do partido para debater a descentralização "como pedra angular da reforma do Estado" e o desenvolvimento regional, como "condição para a valorização do território, criação de riqueza e de emprego".
"Uma condição essencial para um rápido relançamento da economia é a urgente execução dos fundos comunitários, que, como todos os autarcas infelizmente vão testemunhando, assim como as empresas, tem um terrível atraso na sua execução que está a prejudicar muito a economia e a criação de emprego", sublinhou.
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