
O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, disse, na passada sexta-feira, que a necessidade de um novo hospital na região "é óbvia", mas que o projecto só avançará com o apoio da sociedade e das principais forças políticas.
"Propusemos a criação de uma comissão, que foi aprovada no parlamento regional, para averiguar da viabilidade ou não das presentes unidades hospitalares. Já existe uma conclusão, que aponta para a construção de uma nova unidade hospitalar", declarou Miguel Albuquerque, durante a inauguração da nova sede do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), no Funchal.
O presidente do executivo madeirense vincou, no entanto, que o ponto de partida tem de ser "uma evidência que indique que a necessidade de uma nova unidade hospitalar é transversal a toda a sociedade e às principais forças políticas".
"A questão do financiamento é um item muito importante, mas mais importante é as principais forças políticas consagrarem este projecto como sendo de primacial importância para a região", enfatizou, considerando, por outro lado, que a obra deverá ser também designada de "interesse nacional".
As declarações de Miguel Albuquerque aconteceram no mesmo dia em que o SIM retomou as negociações do Acordo Colectivo de Trabalho com o Governo Regional e numa altura em que os sindicalistas afirmam existir um "respirar diferente" na Madeira.
O secretário-geral do sindicato, Roque da Cunha, chamou a atenção para os problemas que afectam a classe médica na região, como a carga excessiva de trabalho, o corte dos incentivos à fixação de profissionais e a dificuldade no acesso à formação, realçando também a degradação das condições de trabalho.
"Temos um problema gravíssimo no Hospital dos Marmeleiros [uma das principais unidades da Madeira], onde qualquer dia poderá haver uma desgraça, em termos de derrocada", disse Roque da Cunha, sublinhando que o SIM defende a construção de um novo hospital.
"O Hospital dos Marmeleiros é um perigo iminente. As informações que temos indicam que as condições físicas não são as melhores", declarou o sindicalista, realçando ser necessário "pensar seriamente" na construção de um novo hospital, "para que ela não se torne necessária apenas depois de acontecer uma desgraça".
O Sindicato Independente dos Médicos conta com 200 associados na região autónoma.
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