
O novo secretário regional da Saúde da Madeira, João Faria Nunes, disse hoje que vai dar continuidade ao trabalho do seu antecessor e cumprir o programa do Governo Regional para o setor em ambiente de diálogo.
João Augusto Quinto Faria Nunes tomou hoje posse no Funchal como secretário regional da Saúde do XII Governo Regional, substituindo Manuel Brito, que se demitiu na sequência de notícias do Diário de Notícias da Madeira dando conta de que detinha participações em clínicas privadas.
"O doutor Manuel Brito estava a desenvolver um bom trabalho, vou dar continuidade ao que estava a fazer e que está escrito no programa do governo", incluindo a construção de um novo hospital no Funchal, disse à comunicação social o novo responsável pela pasta da Saúde, no final da tomada de posse.
João Faria Nunes realçou estar a par de "todos os problemas do setor da Saúde na Região Autónoma da Madeira".
O médico considerou que "sem diálogo não se vai a lado nenhum" e disse não saber ainda se vai manter ou nomear uma nova equipa.
João Faria Nunes protagoniza a primeira substituição, em 39 anos de autonomia, de um responsável do executivo madeirense e acontece após cerca de 100 dias da tomada de posse do XII Governo Regional, liderado por Miguel Albuquerque (PSD).
O novo responsável pela pasta da Saúde na Madeira é licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1982 e assistente graduado da carreira médica hospitalar de Urologia no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira.
A tomada de posse decorreu na sala de reuniões da Conferência dos Representantes dos Grupos Parlamentares da Assembleia Legislativa e contou com a presença do seu presidente, Tranquada Gomes, e de todo o elenco governativo, com exceção de Miguel Albuquerque, que se encontra de férias no continente português e foi dissuadido de comparecer por João Faria Nunes, segundo o próprio secretário regional, seu médico pessoal e assistente numa recente crise renal.
Entre as várias entidades presentes, esteve também a chefe de gabinete do representante da República na região e representantes dos partidos políticos, com exceção do PTP.
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