Prometidas três unidades especializadas em demências no distrito de Bragança
DATA
16/09/2015 15:00:30
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Jornal Médico
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Prometidas três unidades especializadas em demências no distrito de Bragança

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O diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Bragança, Martinho do Nascimento, anunciou ontem estar a trabalhar com as misericórdias para a abertura das primeiras três unidades especializadas em demência nesta região.

O responsável indicou que o processo está a ser conduzido para que possa ser uma realidade “no decorrer do próximo ano” a criação destas novas respostas sociais em Bragança, Mogadouro e Mirandela, em parceria com as respetivas santas casas da misericórdia.

Os projetos surgem para dar resposta a um problema para o qual as instituições de solidariedade social vêm alertando há alguns anos e que se prende com o facto de “mais de metade dos utentes das estruturas residenciais (lares de idosos)” sofrerem de demências sem que existam respostas específicas para a sua condição.

“Os cuidados em lar são totalmente diferentes dos cuidados a ter com uma pessoa com demência, as terapias são totalmente diferentes e, neste momento, a nossa aposta é de facto implementar essas unidades de cuidados especializados”, afirmou.

O diretor distrital falava à margem da cerimónia de inauguração das comemorações do primeiro aniversário da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Bragança.

O equipamento acolhe 40 doentes em reabilitação, mas tem mais 20 camas num piso sem utilização que deverá ser destinado à anunciada unidade especializada em demências.

O provedor Eleutério Alves já tinha manifestado a intenção de avançar com o projeto e reiterou hoje que o piso continua vazio apenas por um “problema financeiro por parte dos ministérios que está a impedir” que as 20 camas disponíveis sejam utilizadas por falta de acordos de cooperação.

Um dos temas que a misericórdia escolheu para assinalar o primeiro aniversário da Unidade de Cuidados Continuados, que está lotada e com lista de espera, foi o da demência, terminando as comemorações, no sábado, com o Passeio da Memória, em parceria com a Associação Alzheimer Portugal.

Por ser a primeira vez que vão ser criadas unidades especializadas na rede pública, estão a ser estudados com a ajuda de especialistas o tipo de cuidados que irão ser prestados, de recursos humanos, terapias necessárias e adequação das instalações, como disse o diretor distrital da Segurança Social.

Um dos projetos pioneiros nesta área foi apresentado pela Fundação Betânia de Bragança, que chegou a iniciar a construção de um edifício para uma estrutura residencial para doentes com demência.

Martinho do Nascimento reconheceu que “ foi sempre uma preocupação da instituição a questão das demências, contudo optou recentemente por requalificar o espaço” para lar de idosos.

Contactada pela Lusa, a diretora, Paula Pimentel, confirmou a opção, explicando que “o objetivo mantêm-se”, mas foi decidido, no imediato, usar o edifício em construção para ampliar a estrutura residencial para idosos que já existe.

Com o alargamento será dada especial atenção à resposta social de Centro de Dia com várias terapias, incluindo destinadas a doentes com demências.

“Vamos começar por aí para no futuro ser criado um projeto que passe por um estrutura residencial para esses utentes”, indicou.

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Editorial | Luís Monteiro, membro da Direção Nacional da APMGF
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