
O valor total das exportações de produtos e serviços de saúde deverá atingir em 2015, o valor mais elevado de sempre, ultrapassando os mil e duzentos milhões de euros, mais cerca de 6% do que o registado o ano passado e cerca do dobro do valor registado há seis anos.
A estimativa foi apresentada há dias na VI Conferência Anual do Health Cluster Portugal (HCP), que decorreu em simultâneo com o 1.º Mercado de Inovação Aberta em Saúde.
A maioria dos produtos exportados integram-se nos grupos dos medicamentos e dispositivos médicos, sendo os principais destinos os Estados Unidos da América, a Alemanha, o Reino Unido e Angola.
À margem da conferência, Luís Portela, presidente do Health Cluster Portugal, sublinhou que a crise internacional, que se refletiu fortemente em Portugal, parece não ter afetado este sector: “ao longo dos últimos seis anos, e apesar da crise, o sector português da saúde conseguiu quase duplicar as suas exportações. Em 2014 aproximámo-nos dos 1,2 mil milhões de euros e de janeiro a setembro de 2015 crescemos 6%, o que quer dizer que devemos ultrapassar, pela primeira vez, esse valor.” Uma subida que, de acordo com o presidente do HCP atinge os vários sectores da saúde. “Todas as áreas têm tido uma boa dinâmica, o que quer dizer que, para além dos medicamentos, os produtos de síntese químico-farmacêutica, bem como os dispositivos médicos, também têm crescido. Este crescimento conjunto deve-se à conjugação de esforços no sentido de procurar transferir tecnologia dos institutos de investigação e universidades para as empresas e na procura da inovação, através da criação de produtos inovadores e novos serviços, com elevado nível de competitividade, dentro e fora de Portugal. É caso para dizer que a saúde faz bem ao PIB”, rematou o presidente da Fundação Bial.
A Saúde é uma fonte de riqueza e um motor para a economia
Para o diretor-executivo do HCP, presente no VI encontro, “Portugal tem que ser visto como um país atrativo para a captação de investimento na área da Saúde.” Joaquim Cunha considera que um dos fatores mais importantes na captação de investimento é o binómio preço-qualidade. “Compram-nos porque têm a certeza da qualidade dos nossos produtos, a um preço de mercado competitivo. Podemos por isso afirmar que um dos pontos fortes da nossa saúde é a competitividade.” Joaquim Cunha não deixa, no entanto, de salientar que ainda olhamos para a Saúde como uma fonte de despesa. “Temos que mudar essa perceção e entender o setor da Saúde como uma fonte de riqueza, um importante motor para a economia nacional e para o emprego qualificado”.
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