A Fundação ADFP, de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, lançou ontem o concurso público para a construção do Hospital Compaixão, orçamentado em cerca de sete milhões de euros e com conclusão prevista para 2019.
"Pretendemos que a unidade hospitalar possa responder às necessidades dos concelhos vizinhos de Lousã, Penela, Condeixa-a-Nova, Poiares, Góis, Pampilhosa e Coimbra, através de melhor acessibilidade e condições do que as alternativas existentes", disse à o presidente da instituição, Jaime Ramos.
O projeto do hospital prevê uma área de construção de 4.225 metros quadrados, distribuída por três pisos e com capacidade para 55 camas, englobando um bloco operatório com duas salas de operações independentes.
A unidade será ainda dotada de uma área de urgência, setor de consultas de ambulatório com especialidades médicas e de internamento, serviços de imagiologia médica (TAC, RX e Ecografia) e de análises clínicas.
Estão previstos 257 de lugares de estacionamento, 60 públicos e 197 privados para servir os doentes, visitantes e funcionários.
Dos sete milhões de euros previsto para o Hospital Compaixão, 4,7 milhões respeitam à construção do edifício e arranjos exteriores e o restante para a aquisição de equipamento.
Segundo o presidente da Fundação ADFP - Assistência Desenvolvimento e Formação profissional, a unidade hospitalar será construída com recursos a meios de financiamento próprios e a comparticipação do município de Miranda do Corvo, que vai atribuir um apoio de 800 mil euros - 550 mil euros para as obras de construção civil e 250 mil euros para equipamento.
O futuro hospitalar vai situar-se na Alameda das Moitas, junto ao Centro Social Comunitário da instituição, onde já existe uma clínica de medicina física, reabilitação e cuidados continuados de longa e média duração.
O início das obras está previsto para o primeiro semestre deste ano.
"O nome Compaixão atribuído ao futuro hospital insere-se nesta vocação da Fundação de assumir publicamente que as pessoas precisam de resposta às suas necessidades básicas, 'biológicas', mas que nunca se deve perder a dimensão humana e espiritual da pessoa que necessita de apoio seja social ou de saúde", salientou Jaime Ramos.
Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo
Qual é a relação entre medicina e arte? Serão universos totalmente distintos? Poderá uma obra de arte ter um efeito “terapêutico”?