Foi ontem lançado em Lisboa, pelas mãos dos Ministros da Saúde e da Educação, o programa que irá permitir aos alunos do ensino secundário acederem a uma formação em Suporte Básico de Vida, ato oficializado pela assinatura do protocolo que dá o arranque do programa.
O evento decorreu na Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos, concelho de Oeiras, onde decorreram diversas demonstrações num dos pátios da escola, iniciativa que contou com a colaboração de uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Foram ainda entregues diplomas a docentes que já receberam formação e é esperado que, no futuro, este programa possa vir a abranger outros anos de escolaridade e até incluir professores. Atualmente integra a componente extra curricular do ensino secundário no âmbito da promoção da área da Saúde.
Esta medida visa promover uma cultura de cidadania, criando condições para que os alunos se tornem “mais autónomos e responsáveis em relação à sua saúde e à saúde de quem os rodeia”. Ou seja, “para que possam ajudar em situações de emergência”, segundo as palavras do responsável da pasta da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.
O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, frisou que o protocolo “tira do papel” uma medida destinada a fazer com que os alunos não se limitem a olhar para a saúde como “uma ida ao médico ou ao hospital”, mas como algo que deve começar em cada um.
Trata-se, segundo o Ministro, de levar a segurança dos cidadãos para a escola. “Hoje damos início a um processo que visa alargar a todo o país a capacitação dos professores para transmitirem esse conhecimento”, defendeu.
Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que a escola tem de ser também um lugar de saúde e de ter espaço para a saúde.
“Para que ao apelo humano, quando enfrentam uma situação de emergência, possam melhor responder”, afirmou, acrescentando que a educação para a saúde é já uma prática nas escolas portuguesas e que “55% das nossas escolas já o fazem, vamos agora fazê-lo de uma forma estruturada”.
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